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General Miala quer à imprensa nacional.

Reacendeu, em Angola, o debate sobre o controlo, pelo governo, da imprensa, marcado pelo aumento da censura em “praticamente” todos os órgãos de comunicação social privados e confisco de alguns deles.

Nos últimos dias, o Procurador Geral da República anunciou que o maior acionista da Palanca Tv, decidiu ceder a sua posição ao Estado angolano. Hélder Pitta-Gróz, fez tal anúncio depois que correram notícias na imprensa angolana sobre um alegado confisco da referida estação televisiva.

Não aconteceu um confisco, disse o PGR, esclarecendo que de forma voluntária, “o acionista maioritário achou por bem que seria melhor que esse instrumento estivesse nas mãos do Estado de modo a salvaguardar o projecto e os empregos”.

A administração da Interactive Empreendimentos Mulitimédia, Lda, que detém a Palanca Tv e a rádio Global, reagiu de imediato com um comunicado, dizendo que “nenhum sócio manifestou interesse de ceder as suas quotas e nem a sociedade aprovou qualquer cessão de quotas”.

Apesar da crise que a empresa atravessa, diz o documento, tem estado a honrar os seus compromissos, “em particular com os ordenados dos seus colaboradores, pagos impreterivelmente ao dia 21 de cada mês. Na mira, está também o grupo Média Nova, dono da Tv Zimbo, Rádio Mais, Jornal OPaís e da gráfica Dammer, que passarão a ser geridos pela TPA, RNA e Edições Novembro, respectivamente.

Uma fonte que diz acompanhar todo dossier, avançou ao ConfidenceNews, que embora se alega que tais empresas foram constituidas com fundos do Estado, e que até ao momento à este, não tenham sido devolvidos nem “um tostão”, há outra razão de fundo. “Essas empresas são controladas por pessoas ainda fiéis ao antigo presidente dos Santos e têm tido uma postura crítica em relação ao governo de João Lourenço”. Para a fonte, “não é atoa” que o jornalista Salú Gonçalves foi retirado da Tv Zimbo e o programa que conduzia – o de maior audiência no país – retirado da grelha.

“Estão a lhe pagar milhões para não fazer nada”, denunciou, acrescentando que há muito que nos laboratórios do SINSE são preparados “pseúdo jornalistas para reorientar as linhas editoriais dos órgãos de comunicação e torna-las mais favoráveis ao governo”. A fonte disse olhar com “estranhesa” o facto de outros investimentos feitos com dinheiros públicos como as rádios Kairós e Tocoísta, ligas as Igrejas Metodista e Tocoísta, respectivamente, não estejam na mira da PGR.

Chamou atenção para o aproximar do período eleitoral e alertou que o órgão chefiado por Fernando Garcia Miala, vai intensificar as acções para controlar a imprensa. Lembrou que Miala ao tempo em que serviu o regime de José Eduardo dos Santos, tentou controlar até a rádio da UNITA.

Fonte: ConfidenceNews/Angola24horas.

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